sexta-feira, 12 de março de 2010

E a cegonha me visitou...


Primeiramente, vou tentar falar um pouco sobre como iniciei a vida maternal.
Assim que me casei, Janeiro de 2.006 eu já tinha os hormônios gritando pela maternidade, não era só um projeto de vida, era um sonho, um desejo, uma vontade quase que incontrolável de me tornar gestante, de me tornar mãe. O Marcos apesar de já ser pai de três meninas (ah é isso mesmo, eu sou uma boadrasta sim de três lindas meninas, falo delas depois, prometo!) sempre sonhou e desejou comigo ficar “grávido” novamente. Assim foram meses e meses de tentativas seguidas de frustrações, de ansiedade, de exames negativos e de coração cheio de tristeza porque eu queria mais do que qualquer coisa um serzinho em meus braços.
Em dezembro de 2.007, mais precisamente dia 04 de dezembro, um sono incontrolável e um mal estar foram os responsáveis pela suspeita da gravidez, mas eu estava tão calejada de negativos que tinha até medo de fazer qualquer tipo de teste. Afinal eu estava numa fase um pouco (bem pouco) mais conformada e tranqüila e não queria mexer em nenhuma ferida. Mas quem conhece a ansiedade de quem quer ficar grávida sabe bem que esse medo fica escondidinho lá no fundo do coração e a vontade fala bem mais alto. Eu estava sozinha, o Marcos tinha viajado a trabalho, estava lá na Bahia, tão longe de mim e eu tão angustiada, mas ao mesmo tempo com uma esperança que quase explodia dentro de mim. Resolvi então na manhã seguinte fazer um teste de farmácia, assim que concluí todas as instruções do teste me coloquei a observar aquela tirinha de papel que prometia resultado em 5 minutos, eu estava ofegante, sentia o pulsar do meu coração totalmente acelerado, nunca havia me sentido assim. Faziam apenas poucos segundos que eu estava a observar aquela tirinha quando duas linhas azuis tomaram o meu olhar, aquilo ali tão simples, apenas duas linhas azuis significava simplesmente que meu sonho estava ali realizado, que Deus havia me dado de presente o maior milagre da vida, o milagre de ser mãe. Eu não consigo expressar em palavras o que senti naquele momento, me lembro bem das lágrimas derramadas, lágrimas de alegria, de emoção, de agradecimento ao Nosso Pai por me fazer mãe. Após passado toda a emoção ( ou melhor após ter conseguido me recompor, porque a emoção durou a gestação toda, o nascimento e convive comigo até hoje e com certeza será assim o resto dos meus dias) eu precisava gritar ao mundo que eu estava grávida! Como eu esperei por isso! Planejei tantas formas de dar a notícia ao papai, aos avôs, mas como o Marcos estava viajando a notícia foi por telefone mesmo, eu não conseguiria guardar comigo essa felicidade até que ele chegasse. Para os avôs a notícia foi pessoalmente e o resto do dia eu passei ao telefone contando pra todo mundo...

Um comentário:

  1. Olá Mari! Bem vinda ao fantástico mundo dos blogs. É um universo fascinante, viciante, maravilhoso!
    Visite o Mundo do Pedro -http://mariepe.blogspot.com.

    beijinhos
    Mariana e Pedrinho

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